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E-commerce veio para ficar

De 1º de janeiro a 30 de abril, a soma das vendas pela internet chegou a R$ 22,9 bilhões, ou 32% do resultado de todo o ano passado. Entre as categorias que se destacaram estão eletrônicos, casa & decoração, informática e bens não duráveis de alto giro.

A pandemia provocada pelo novo coronavírus provocou profundas transformações na vida das pessoas e introduziu novos hábitos. Alguns, com o tempo (não se sabe quanto), podem ser abandonados, como o uso de máscaras. Outros, ao contrário, permanecerão. É o caso da utilização do e-commerce pelos consumidores. Pesquisas realizadas por diversos institutos mostram que as compras online vieram para ficar, seja pela praticidade de receber a compra em casa, pelas ofertas ou pela variedade de produtos.



De acordo com Daniel Souza Asp, gerente de relacionamento com o varejo da consultora Nielsen, a tendência de crescimento das compras online de bens não duráveis de alto giro já era sentida, embora a base de consumidores ainda fosse pequena: “A pandemia e as restrições impostas pelo isolamento social impulsionaram a dinâmica do e-commerce”. Dados da 41ª edição do Webshoppers, amplo relatório sobre e-commerce elaborado semestralmente pela Ebit|Nielsen em parceria com a Elo, confirmam essa realidade. Segundo o levantamento, neste ano, as compras online ultrapassaram R$ 60 bilhões em faturamento, atingindo 148 milhões de pedidos. De 1º de janeiro a 30 de abril, a soma das vendas pela internet chegou a R$ 22,9 bilhões, ou 32% do resultado de todo o ano passado. Entre as categorias que se destacaram estão eletrônicos, casa & decoração, informática e bens não duráveis de alto giro. Para Daniel Asp, o crescimento do e-commerce revela que o consumidor está mais confiante para fazer compras online. O executivo da Nielsen afirma, ainda, que, enquanto no passado as transações eram feitas via computador, hoje a grande maioria delas é feita pelo celular.

A confiança do consumidor pode ser sentida em outra pesquisa, realizada pela consultoria Opinion Box. De acordo com os resultados, 73% dos consumidores tiveram todas as suas experiências de compra positivas. As principais razões dessa satisfação foram boas ofertas e preços (54%), praticidade de receber em casa (39%) e produtos entregues dentro do prazo (36%). A consultoria também perguntou se, passada a pandemia, o consumidor continuaria a comprar pela internet. Bons preços e promoções foram as razões apontadas por 62% dos entrevistados para continuar a usar os e-commerce. Fretes justos, mas baratos ou grátis foram apontados por 56% dos consumidores e outros 49% destacaram rapidez na entrega.

A consultoria Kantar também se debruçou sobre os impactos do novo coronavírus no e-commerce. De acordo com o estudo Consumer Thermometer, após quatro semanas de isolamento social, as vendas online cresceram 3,3 vezes na América Latina; no Brasil, o crescimento foi de 2,3 vezes. Apurou ainda que, no pós-pandemia, 78% dos latino-americanos pretendem continuar a usar o e-commerce. No Brasil, esse percentual chega a 82%.

Nas famílias onde há crianças, o e-commerce é mais utilizado ainda, aponta outra edição do Consumer Thermometer, realizada no final de abril. Enquanto o total Brasil apontou um crescimento das compras online de 32%, nos domicílios com crianças, esse elevação foi de 42%. Para essas famílias, a preocupação com a pandemia foi a razão para a utilização do e-commerce apontada por 68% dos entrevistados; 75%, porque economiza tempo; e, para 54% porque a experiência da compra online é melhor do que na loja física. Esse estudo mostrou também que, no mundo, 32% dos consumidores acreditam que suas futuras compras online irão aumentar. Entre os brasileiros, essa percepção é clara para 45%, crescendo para 54% entre as famílias com crianças.