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Nielsen | Produto de alto giro: em 2021, alimentação básica puxa crescimento das cestas

Nos primeiros sete meses do ano, o cash & carry foi o canal com o maior crescimento, 20,9%, representando 34,6% de todas as vendas. Essa é uma das conclusões de levantamento realizado pela consultoria Nielsen entre 4 de janeiro e 4 de julho deste ano. A pesquisa é realizada a partir de dados eletrônicos enviados por empresas do chamado mercado moderno: autosserviço, cash & carry e farma cadeia. Se o cash & carry foi o que mais cresceu, a maior retração se deu no hipermercado, de 2,2%. No total, o mercado moderno teve crescimento de 11,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Daniel Souza Asp, gerente de relacionamento com o varejo da consultoria, explica que o mercado continua crescendo em função das vendas dos itens de primeira necessidade. Já a retração verificada no hipermercado se explica pelo fato de que, no ano passado, boa parte do varejo tradicional, como lojas e shoppings, estava fechada. “As pessoas procuraram o hipermercado para comprar eletrodomésticos, celulares. Com o retorno do funcionamento daqueles estabelecimentos, o hipermercado sofreu uma queda.”
Quando se analisa o desempenho em valor, a cesta perecíveis frescos se destaca, respondendo por 21,4% do faturamento total, seguida por mercearia, com 16,7%, bebidas, 10,1%, medicamentos, 9,9% e commodities, 9,8%. “Vale ressaltar que enquanto o total das cestas cresceu 11,7%, a cesta de perecíveis frescos cresceu 15,6%.” Já entre as categorias que mais contribuíram para o crescimento total das cestas, a recordista é medicamentos, com importância de 9,8% sobre o total. Na comparação com os primeiros sete meses de 2020, a variação em valor das vendas foi de 21,7%. Em seguida aparecem cortes bovinos, suínos e de frango, com variação de 21,5% e importância de 8,2%, óleo comestível, com variação positiva de 64,1% e importância de 1,9% na composição do total das cestas, e arroz, variação de 44,6% e 2% de importância.

Canais
As dez categorias que mais cresceram no cash & carry estão relacionadas à base da alimentação. “O consumidor, mais restringido, está procurando um canal que lhe garanta o abastecimento. A grande compra do mês acaba sendo feita nesse canal, enquanto a compra de reposição é feita nos canais de vizinhança”, explica Daniel Asp. Cerveja, uma categoria com peso grande na composição total das cestas (4,7%), sofreu retração no canal. O motivo, entende Daniel Asp, está no preço, que já não está competitivo em relação a outros canais.
No autosserviço, se repete a predominância de categorias relacionadas à alimentação. Nesse canal aparecem categorias ligadas à indulgência, como queijos e chocolates. “No autosserviço notamos uma experiência de compra um pouco mais indulgente, com o aparecimento de categorias menos básicas.”