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O ano em que o mundo parou

2020 ficará na memória como o ano em que o mundo entrou em uma guerra. Uma guerra contra um inimigo invisível, conhecido pela sigla SARS-Cov-2, um vírus da família dos coronavírus, conhecidos por desencadear desde resfriados comuns até síndromes respiratórias graves. Descoberto na China em dezembro de 2019, ele alastrou-se rapidamente. Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS), considerou a nova enfermidade, batizada de Covid-19, como pandemia (epidemia que atinge grandes proporções podendo se espalhar por um ou mais continentes ou por todo o mundo).
Enquanto cientistas se debruçavam para descobrir uma vacina que pudesse combater a doença, a OMS passou a divulgar medidas para evitar a propagação do vírus. A mais importante delas foi o isolamento social e sua inseparável companheira, a máscara de proteção facial. Então, o mundo parou. Comércio, bares, restaurantes, teatros, salas de cinema, templos religiosos e até escolas foram fechados. Os trabalhadores foram colocados em home office, numa medida para tentar manter as empresas em atividade.
O Brasil também parou, com claros reflexos sobre a economia. Para mitigar os efeitos da Covid-19, o governo federal anunciou um pacote de medidas de enfrentamento da pandemia. Entre elas, a antecipação de benefícios, como o 13º salário para os segurados do INSS, saque dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ampliação do Bolsa Família, adiamento de cobrança de impostos para empresas e financiamento da folha de pagamento, auxílio emergencial a trabalhadores informais, redução na jornada e no salários dos funcionários, além de um plano de socorro para Estados e municípios. Medidas Provisórias aprovadas pelo Congresso criaram o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac).
O governo também determinou que algumas atividades fossem consideradas essenciais, não podendo ser interrompidas. Entre elas, a atuação do setor atacadista distribuidor, fundamental para o abastecimento das famílias. Com base nessa decisão, a ABAD desenvolveu uma série de ações visando a garantir não apenas o funcionamento das empresas do setor, mas também a vida dos profissionais que continuaram trabalhando. Em 31 de março, o então presidente da ABAD, Emerson Destro, emitiu comunicado orientando sobre as medidas de prevenção que as empresas deveriam adotar, como informar e treinar seus colaboradores na adoção de novos hábitos sociais, reforçar as medidas de higiene em seus restaurantes e refeitórios, disponibilizar álcool em gel nas dependências da empresa e providenciar o afastamento de colaboradores considerados como grupo de risco, por portarem comorbidades. “O que podemos garantir ao público é que nossas empresas seguem funcionando normalmente para atender aos pedidos do pequeno varejo”, afirmou Destro no comunicado. De fato, em nenhum momento da pandemia o setor atacadista distribuidor deixou de operar.
A ABAD elaborou um protocolo formal com orientações e recomendações para ajudar o setor a implementar as medidas de prevenção com o objetivo de evitar possíveis impactos da Covid-19 na empresa, nos empregados e nas relações jurídicas. O documento foi produzido pela Assessoria Jurídica da ABAD baseado em notas técnicas conjuntas do Ministério Público do Trabalho e em recomendações da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS). O teor deste protocolo está disponível no site da ABAD.
O Instituto ABAD engajou-se na luta contra o novo coronavírus. A tradicional campanha social promovida anualmente ganhou novos contornos em 2020. Com a mobilização das Representantes Estaduais e de Filiadas ABAD, além dos parceiros, principalmente o Mesa Brasil SESC, a campanha “Sem Abraço, mas com Solidariedade” arrecadou 766 toneladas de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Os produtos foram doados a instituições sociais e comunidades em diversas regiões do País por meio da coordenação estadual do Mesa Brasil SESC.
As incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus levaram a diretoria da ABAD a suspender a realização da 40ª Convenção Anual do Canal indireto – “ABAD 2020 ATIBAIA.” O evento, o maior encontro nacional da cadeia de abastecimento com foco no canal indireto, foi realizado neste ano.
Com o surgimento, enfim, das vacinas que imunizam as populações contra a Covid-19, o mundo, que viu 2020 encerrar-se com a desoladora marca de 3 milhões de mortos em decorrência da pandemia, voltou a mover-se. Mas ainda é cedo para afirmar que tudo voltou ao normal. Isso somente irá acontecer quando todos estiverem vacinados. Em 15 de janeiro deste ano, o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, emitiu um posicionamento público em prol da vacinação em massa da população brasileira. “O objetivo comum neste momento, quando já atingimos a triste marca de 200 mil brasileiros mortos pela Covid-19, deve ser o de salvar e proteger vidas”, afirmou, acrescentando que “há sólidas e atualizadas evidências científicas que demonstram os benefícios da vacinação, que é um dos maiores feitos da humanidade. Quem recebe uma vacina se protege e protege também as pessoas de seu convívio social, incluindo familiares, amigos e colegas de trabalho.”